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13/12/2018 - 10:00

 

Detentos do Complexo Prisional de Santarém, na região Oeste do Pará, têm a oportunidade de mudar os rumos de suas vidas por meio da educação. Uma parceria entre a penitenciária e a Universidade do Norte do Paraná (Unopar) vai permitir que os presos possam cursar o ensino superior, através da plataforma EAD. A parceria é válida para o ano de 2019, a partir das notas obtidas pelos presos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), cujas provas começaram a ser aplicadas em todo o Brasil nessa terça (11) e quarta-feira (12) para Pessoas Privadas de Liberdade.

 

A Universidade conta com 63 cursos de graduação totalmente à distância. De acordo com o coordenador de Educação do Centro de Recuperação Agrícola Silvio Hall de Moura, Rubens Nonato dos Santos, a unidade já conta com toda estrutura necessária. “Os internos poderão ingressar na universidade por meio do Enem e acessarão a plataforma EAD. Nós disponibilizaremos computadores para que possam ter esse acesso e dar andamento aos estudos”, explica.

 

Seleção

Para ter oportunidade de ingressar no ensino superior, os internos foram submetidos à prova do Enem destinada a Pessoas Privadas de Liberdade (ENEM PPL). De acordo com o complexo prisional, 72 detentos (entre homens e mulheres) tiveram suas inscrições homologadas.

 

O conteúdo do primeiro dia foi composto por redação; linguagens, códigos e suas tecnologias e ciências humanas e suas tecnologias. Nesta quarta-feira (12), o conteúdo da prova foi composto por ciências da natureza e suas tecnologias e matemática e suas tecnologias.

 

A preparação ocorreu através do programa Pro Paz Enem, realizado pela Fundação Pro Paz, do Governo do Estado. “Aqui em Santarém a gente procura inscrever os detentos que têm interesse em prestar o Enem e damos todo o suporte, com turmas de preparação específica. Então, nossos reeducandos, não é porque estão privados de sua liberdade, que não terão a oportunidade de acessar a educação, pois assim que saírem daqui podem vislumbrar novos horizontes”, reitera o coordenador de Educação da Unidade.

 

Para os internos, a chance de acessar o ensino superior representa uma nova vida. Um dos que têm certeza é o candidato André Luiz Brasão, 27 anos. Preso há cinco anos, em regime fechado, ele relata que o Enem é a chance de realizar sonhos adiados.

 

“Se tiver uma boa nota pretendo cursar Administração e ter uma oportunidade, um novo começo. As portas se abrem, o estudo é tudo hoje em dia. Falta pouco tempo pra eu sair, em média um a dois anos, então tô correndo atrás”, ressalta o interno.

 

Por Samuel Alvarenga

 

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